Palavra de Dom Vicente Costa

Triênio Preparatório para o Jubileu de Ouro da Diocese de Jundiaí.

Rumo ao Jubileu de Ouro da Diocese de Jundiaí, com Nossa Senhora do Desterro, nossa Padroeira
“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Hb 13,8).

Prezados irmãos e irmãs da Igreja de Deus que se faz presente na Diocese de Jundiaí:
No dia 15 de agosto, Solenidade de Nossa Senhora do Desterro, Padroeira Diocesana, daremos início ao Triênio Preparatório ao Jubileu de Ouro da Instalação Canônica da nossa Diocese, que acontecerá no dia 8 de janeiro de 2017. Criada aos 7 de novembro de 1966, pela Bula “Quantum Conferat” do Papa Paulo VI, a Diocese de Jundiaí foi instalada canonicamente no dia 6 de janeiro de 1967. Portanto, completaremos 50 anos de vida de Igreja!
Por que celebrar este Jubileu de Ouro da nossa Igreja Diocesana? Para o povo de Israel, o termo “jubileu” vem do hebraico “yobel”, isto é, o chifre do carneiro, a trombeta feita com esse chifre, cuja sonoridade anunciava o ano jubilar, celebrado a cada cinquenta anos. Segundo Lv 25, este ano jubilar exigia a liberta- ção de todos os habitantes do país. As terras deviam ficar em repouso, e cada um recuperar a posse dos bens que tivesse vendido. Era “o ano da graça do Senhor” (cf. Lc 4,19).
Há pessoas que não veem sentido em festejar aniversários ou datas especiais. Alguns brincam dizendo que não querem comemorar o fato de ficarem mais velhos. Mas nós somos pessoas marcadas pelo tempo: pelo passado que já se foi e que deixou profundas marcas em nossa existência; pelo presente que nos desafia e pelo futuro incerto e ainda por vir. Assim, celebrar um momento comemorativo importante é tempo especial para lembrar o passado, se comprometer com o presente e enfrentar o futuro com renovada esperança.
Caros irmãos e irmãs da Diocese de Jundiaí: gostaria que celebrássemos o Jubileu de Ouro da nossa Diocese nestas três dimensões:
1. Tempo de lembrar o passado. O Salmo 78(77) diz: “o que nós ouvimos, o que aprendemos, o que nossos pais nos contaram, não ocultaremos a seus filhos; mas vamos contar à geração seguinte as glórias do Senhor, o seu poder e os prodígios que operou… para porem em Deus sua confiança, não esquecerem as obras de Deus” (vv. 3-4.7). Como é importante conservar a memória da presença amorosa do Senhor em nossa vida! Na história da nossa Diocese, como não se lembrar do seu primeiro Bispo, o Servo de Deus Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, OCarm, considerado por muitos como homem santo e simples que marcou a trajetória da nova Diocese! E os Bispos que o sucederam: os saudosos Dom Roberto Pinarello Almeida e Dom Amaury Castanho, que o Senhor chamou à sua presença como “servos bons e fiéis” (cf. Mt 25,21), e de Dom Gil Antônio Moreira, atualmente Arcebispo de Juiz de Fora (MG)! Quantos presbíteros, diáconos permanentes, religiosos e religiosas, cristãos leigos e leigas, agentes de pastoral… que deram o melhor de suas vidas para a edificação do Reino de Deus nesta Igreja Particular!
Portanto, o Jubileu de Ouro da nossa Diocese deve ser tempo para reavivar a presença de Deus em nossa história, tempo para celebrar as maravilhas que o Senhor realizou ao longo da caminhada cinquentenária diocesana, tempo de pedir perdão pelas nossas infidelidades e por nem sempre termos correspondido aos seus apelos! Esta é a primeira atitude que espontaneamente surge do fundo do nosso coração: um hino de ação de graças e de gratidão ao Senhor da História!
2. Tempo de se comprometer com o presente. O Senhor tem sempre algo novo a nos dizer; ele nos desafia a novas descobertas e descortina novos horizontes a serem conquistados. “Ele está sempre à porta, batendo, a fim de que possamos ouvir a sua voz, abrir a porta e deixá-lo entrar no nosso coração” para sermos mais seus íntimos e amigos (cf. Ap 3,20). É saudável sentirmos saudade do passado, mas não podemos ficar parados, fixos no saudosismo do passado que não volta mais.
Por isso, queridos irmãos e irmãs da Diocese de Jundiaí: o Jubileu de Ouro da nossa Diocese pode ser momento privilegiado e prenhe da graça do Senhor, para retomarmos o fervor dos primeiros tempos, recomeçar com renovado ardor e empenho a obra maravilhosa e apaixonante da evangeliza- ção. Hoje, segundo o Plano Diocesano da Ação Evangelizadora – 2014, o desafio pastoral é tornar nossa Igreja Diocesana: “Casa da Iniciação à Vida Cristã”. Sejamos todos protagonistas dos novos tempos, dando nosso compromisso às exigências do Espírito do Senhor a nós.
3. Tempo de esperança em relação ao futuro. Como será o futuro da nossa Diocese? De uma coisa estamos certos: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). Cremos firmemente que o Deus que esteve conosco ao longo desses cinquenta anos haverá de estar também conosco a cada momento do futuro. Ele nos assegura: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20b).
Que o Jubileu de Ouro da Diocese, que celebraremos, seja também tempo de esperança, reflexão, projeção para que o Evangelho de Jesus Cristo se torne mais vida em nossa história ao longo dos tempos!
Caros irmãos e irmãs da Diocese de Jundiaí: a Maria, Nossa Senhora do Desterro, nossa Padroeira, dedicamos, com fé e ternura, todas as atividades do Jubileu de Ouro. Ela que esteve de Belém ao Egito, como também na viagem de regresso, com o Menino Jesus, escondido e apertado ao peito, por terras desérticas e desconhecidas, confiante e silenciosa, seguindo os passos firmes de José, acompanhe nossa caminhada ao longo deste Jubileu de Ouro, a fim de que, por sua intercessão maternal, nosso Deus nos fortaleça na gratidão em relação ao passado, no compromisso para com o momento presente e na firme esperança em relação ao futuro. E assim, tornando-nos autênticos discípulos missionários do seu Filho Jesus Cristo, possa esta querida e amada Igreja de Jundiaí, na travessia do deserto da vida, “neste mundo dilacerado por discórdias, brilhar cada vez mais como sinal profético de unidade e de paz” (cf. Ora- ção Eucarística para Diversas Circunstâncias VI-A). Desejo a todos uma fecunda participação no Triê- nio Preparatório ao Jubileu de Ouro da Diocese.
E agradeço, de coração, aos seus organizadores.
E a todos abençoo!
Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano

Histórico da Diocese de Jundiaí

 

Criada a 7 de novembro de 1966, pela Bula “Quantum Conferat” do Papa Paulo VI, a Diocese de Jundiaí foi instalada canonicamente no dia 6 de janeiro de 1967, numa memorável celebração festiva que contou com imensa multidão de fiéis e numerosas autoridades eclesiásticas, civis e militares. Tomou posse, naquele dia, seu primeiro Bispo, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, OCarm, natural da cidade de Itu. Desde o Jubileu de Prata, em 1992, foi reconhecida pela Santa Sé como Padroeira Diocesana, Nossa Senhora do Desterro, que é também patrona da cidade de Jundiaí desde 1615. O território da Diocese foi praticamente todo desmembrado da Arquidiocese de São Paulo, com exceção de Louveira, que pertencia a Arquidiocese de Campinas.

Fazem parte da Diocese de Jundiaí 65 paróquias, em onze cidades, a saber: Jundiaí, Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Louveira, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Santana de Parnaíba e Várzea Paulista. A Diocese tem uma população de mais de um milhão de habitantes, dos quais cerca de 66% professam a fé católica. Hoje a Diocese de Jundiaí conta com 86 sacerdotes incardinados, 30 sacerdotes membros de Institutos Religiosos e 98 diáconos permanentes.

1ª Fase – Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (1967 – 1982)

Coube a Dom Gabriel colocar as bases sólidas da nova Igreja Particular, dentro do mais autêntico espírito do Concílio Vaticano II (1962-1965), do qual ele fez parte como padre conciliar em todas as sessões. Organizou os Conselhos Presbiteral e Administrativo, várias pastorais e fundou o Seminário Diocesano a 6 de janeiro de 1980.

Homem culto, de grande santidade pessoal, Dom Gabriel investiu na formação de leigos, com o objetivo de “dar Cristo a quem não O tem e consciência de Cristo a quem já O possui”. Para isso, deu amplo apoio aos movimentos laicais, mormente ao Cursilho de Cristandade e às organizações evangelizadoras da juventude que ele mesmo fundou, fontes exuberantes de leigos engajados nas ações pastorais e na vida da Igreja em geral. Também criou o Curso de Teologia para Leigos, em Jundiaí e em Itu, importante instrumento para a formação de leigos.

Dom Gabriel faleceu a 11 de março de 1982, deixando aos seus padres e a seus diocesanos em geral um elevado exemplo de vida santa e amorosa à Igreja. Tramita na Congregação das Causas dos Santos, em Roma, o seu processo de canonização.

2ª Fase – Dom Roberto Pinarello de Almeida (1982 – 1996)

O segundo Bispo de Jundiaí, foi Dom Roberto Pinarello de Almeida que já trabalhava com Dom Gabriel desde 1971, primeiramente como Bispo Auxiliar, depois como Coadjutor. Com a morte de Dom Gabriel, passou às funções de Bispo Diocesano, permanecendo até 1996, quando apresentou renúncia à Santa Sé. Em seus 15 anos de pastoreio, fundou a Escola Diaconal “Santo Estêvão”, que tem formado numerosos Diáconos Permanentes, recuperando assim esse ministério na Igreja Particular de Jundiaí.

Realizou as 1ª, 2ª e 3ª Assembleias Diocesanas de Pastoral, criou o Conselho Diocesano de Pastoral, implantou o Centro Catequético “Dom Gabriel” voltado para formação de catequistas e leigos em geral e que, em Jundiaí, incorporou o antigo Curso de Teologia para Leigos. Recebeu novos movimentos eclesiais e deu especial atenção ao Caminho Neo-Catecumenal, movimento de origem espanhola.

Fundou uma das obras mais beneméritas da região que é a Casa Santa Marta, para atendimento dos pobres que vivem na rua. Implantou também a Pastoral de Casais em Segunda União Estável, levada a mais de 70 dioceses do Brasil e de outros países e a Pastoral Fé e Política, visando a formação de outros leigos para atuarem no campo da Política.

Fundou o Jornal “O VERBO” e instalou o canal repetidor da Rede Vida, em Jundiaí. Ampliou o número de paróquias, ordenou 30 novos presbíteros, 32 diáconos permanentes e deu novo vigor à vida pastoral diocesana.

Faleceu repentinamente a 28 de junho de 2002, em Roma, um dia antes de completar seus 50 anos de sacerdócio.

3ª Fase – Dom Amaury Castanho (1996 – 2004)

A 2 de outubro de 1996, Dom Amaury Castanho assumiu o encargo de terceiro Bispo Diocesano, estando já presente na Diocese como Bispo Coadjutor desde 1989, período em que colaborou fortemente com a dinamização da pastoral diocesana, com a implantação dos conselhos, realização de assembleias e organização das regiões pastorais.

Seu trabalho foi marcado pela Pastoral da Comunicação, aplicando seus dotes de jornalista em favor da evangelização, sobretudo através do jornal “O VERBO”, mas também da Rádio Comunitária “Terra da Uva” e da instalação dos canais repetidores da Rede Vida (em Itu e Salto).

Deu nova organicidade pastoral à Diocese, realizando as 4ª, 5ª e 6ª Assembleias Diocesanas de Pastoral e criando o Colegiado de Pastoral. Criou também o Instituto Diocesano da Família e o Centro Diocesano de Formação Social e Política, entre outras iniciativas.

Construiu o amplo edifício Cristo Rei, sede da Cúria Diocesana e Centro de Pastoral, instalando também aí o Museu Sacro “Cardeal Rossi”. Dom Amaury implantou a Cáritas Diocesana de Jundiaí, organismo com grande vitalidade e responsável pela articulação das pastorais e entidades sociais na Diocese.

Criou várias paróquias, iniciou o trabalho com diaconias, ordenou 26 novos padres e 64 diáconos permanentes. Esteve à frente da Diocese por 7 anos, até o início de 2004, quando a Santa Sé aceitou a sua renúncia por idade. Residiu na cidade de Itu, como Bispo Emérito, até a sua morte em 1º de junho de 2006.

4ª Fase – Dom Gil Antônio Moreira (2004 – 2009)

O Papa João Paulo II nomeou, como quarto Bispo Diocesano, a Dom Gil Antônio Moreira, em 7 de janeiro de 2004. A cerimônia de posse canônica foi realizada no dia 15 de fevereiro. À frente da Diocese, Dom Gil investiu na otimização da vida pastoral diocesana, reformulou o Colegiado Pastoral tornando-o mais representativo; criou o Setor de Juventude; reformou a Comissão Diocesana de Bens Culturais, que promoveu o 1º Seminário de Bens Culturais da Igreja do Regional Sul 1 da CNBB; criou a Comissão Diocesana em Defesa da Vida; a Escola de Formação de Missionários da Palavra; deu início ao Projeto Missionário assumindo a Diocese de Marabá (PA) como Igreja-Irmã e enviando-lhe, a cada dois anos, dois sacerdotes para o trabalho pastoral.

Estabeleceu como prioridades pastorais a Missão, Vocação e Acolhida, à luz das orientações dos Papas João Paulo II e Bento XVI. Iniciou a organização da Pastoral dos Dirigentes de Empresas, a Pastoral da Educação, além de outros empreendimentos pastorais. Ordenou dez novos presbíteros e um diácono permanente.

Em 28 de janeiro de 2009, o Papa Bento XVI nomeou Dom Gil Antônio como Arcebispo de Juiz de Fora (MG).

5ª Fase – Vacância (2009 – 2010)

Com a transferência de Dom Gil para Juiz de Fora (MG), em 31 de março de 2009, o Colégio de Consultores da Diocese de Jundiaí elegeu o então vigário geral e reitor do Seminário Diocesano, padre Joaquim Wladimir Lopes Dias, como administrador diocesano. Nesse período de sede vacante (Diocese sem Bispo), padre Wladimir trabalhou intensamente para manter a unidade da Igreja Particular de Jundiaí, dando continuidade às atividades pastorais e administrativas, auxiliado pelo mesmo grupo de padres que o elegeu.

Padre Wladimir exerceu a função até a chegada do novo Bispo, Dom Vicente Costa.

Em 21 de dezembro de 2011, foi nomeado pelo Papa Bento XVI, como Bispo Auxiliar em Vitória (ES).

6ª Fase – Dom Vicente Costa (2010 – hoje)

Dom Vicente Costa, tomou posse aos 7 de março de 2010, como quinto Bispo Diocesano, provindo da Diocese de Umuarama (PR) e trazendo na bagagem uma rica experiência pastoral como Bispo. Tem realizado um trabalho pastoral intenso, agindo em comunhão com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Reformulou os Conselhos da Ação Evangelizadora nos diferentes níveis – Diocesano, Regional e Paroquial –, dando nova vitalidade para a pastoral diocesana. Criou vários estatutos e regimentos, regulamentando algumas atividades já existentes, dentre os quais se destaca o Regimento dos Conselhos de Economia e Administração.

Implantou as coordenações diocesanas das pastorais da Pessoa Idosa e do Dízimo. Criou o Conselho Diocesano de Leigos e as Regiões Pastorais 10 e 11. Lançou e executou dois Planos Diocesanos de Ação Evangelizadora e apoiou a implantação de três novos cursos no Centro Catequético: Catecismo da Igreja Católica, Doutrina Social da Igreja, Missiologia. Reformulou e atualizou as Normas e Diretrizes Diocesanas para o Sacramento do Batismo e vem preparando a Diocese para integrar-se ao Projeto Missionário Sul 1 – Norte 1 da CNBB.

Criou quatro novas paróquias, ordenou 18 presbíteros e 19 diáconos permanentes e estabeleceu como prioridade o zelo pastoral para com os padres, através da Pastoral Presbiteral.

Na Festa da Padroeira Nossa Senhora do Desterro, em 15 de agosto de 2014, abriu oficialmente o Triênio Preparatório para o Jubileu de Ouro da Diocese.

Oração Preparatória para o Jubileu de Ouro.

Deus, nosso Senhor:
Nós vos louvamos e bendizemos pelos dons concedidos a nossa Diocese de Jundiaí, desde a sua criação, há cinquenta anos, pelo Papa Paulo VI.
Nossa ação de graças, Deus de misericórdia, pelos bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, que mantêm a fé cristã pela escuta da vossa Palavra, pela celebração dos Sacramentos e pela coerência de uma vida de doação.
Nós vos pedimos, Senhor: concedei-nos celebrar o Triênio Preparatório do Jubileu de Ouro de nossa Diocese anunciando a alegria do Evangelho, acolhendo e levando o vosso abraço misericordioso a todos.
Colocai no coração dos jovens e das jovens a beleza da vida sacerdotal e consagrada, e sustentai, na fidelidade e santidade de vida, aqueles que já foram chamados para vos servir mais de perto. Cumulai de alegria e serenidade os lares de nossas famílias, que, respondendo ao vosso chamado, são verdadeiras Igrejas domésticas, escolas de amor.
Deus Pai de bondade, queremos continuar a ser uma Igreja missionária, orante, comprometida com o Reino e próxima daqueles que sofrem; uma Igreja discípula do “Filho da vossa Serva”, Maria; uma Igreja que “proclama as riquezas insondáveis de Cristo” (cf. Ef 3,8), consciente de que vosso Filho Jesus, nosso Deus e Senhor, é o único fundamento de nossa fé (cf. 1Cor 3,11). Movidos pelo Espírito Santo, Senhor da Vida, proclamamos, com a força do nosso testemunho, que “nós vos amamos” (cf. Jo 21,15) e queremos “fazer tudo o que nos disserdes” (cf. Jo 2,5).
Sob a proteção da Senhora do Desterro, nossa Padroeira, que esta Igreja Particular possa continuar “dando Cristo aos que não O têm e aumentando a consciência de Cristo nos que já O possuem”. Amém.

 

Concurso Musical: Uma Canção para o Jubileu.

 

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Regulamento do Concurso Cultural de Música Católica:
“Uma Canção para o Jubileu”

1. INTRODUÇÃO
O presente Regulamento orienta os interessados em participar do Concurso Cultural de Música Católica: “Uma Canção para o Jubileu” que marcará as comemorações dos 50 anos da criação da Diocese de Jundiaí, que foi criada em 07 de novembro de 1966, pelo então Papa Paulo VI, e instalada no dia 06 de janeiro de 1967.
A Diocese tem como padroeira Nossa Senhora do Desterro, comemorada no 15 de Agosto, e é formada por 65 paróquias em 11 municípios, divididas em dez Regiões Pastorais.
O Concurso Cultural será para letra e música (melodia), podendo haver parceria de letristas e músicos.

2. DO TEMA E DO LEMA
O Tema das celebrações jubilares é: “Dar Cristo a quem não O tem e consciência de Cristo a quem já O possui” (Dom Gabriel Paulino Bueno Couto – 1º Bispo Diocesano). E o Lema: “Ao verem de novo a estrela ficaram radiantes de Alegria” (cf. Mt 2,10).

3. DAS CARACTERÍSTICAS DA COMPOSIÇÃO
3.1. Quanto ao texto
O texto da composição, antes de tudo, primará por uma linguagem poética que traduzirá a presença da Igreja na Diocese, suas paróquias e comunidades, nesses 50 anos de Missão.
A letra deve ser inspirada no tema e no lema do Jubileu de Ouro, na história da Diocese de Jundiaí, conforme indicado no anexo 01 deste Regulamento, ressaltando a celebração dos seus 50 anos.
3.2. Quanto à sua expressão musical (melodia)
3.2.1. Em geral
A expressão musical da composição será revestida de:
1. Melodia e ritmo fluentes, acessíveis a qualquer tipo de assembleia;
2. Força melódica e rítmica eficazes para a dinamização das potencialidades individuais e grupais.
3.2.2. Quanto à melodia
A melodia deverá:
1. Realçar bem o sentido da letra. Antes de pensar na composição, o(a) autor(a) deverá estudar bem a letra e observar os acentos tônicos (fortes) das palavras para que haja uma correspondência natural com os tempos fortes da melodia.
2. Ser fluente, simples, porém, bela.
3. Ter pausas de respiração suficientes e nos momentos certos. É bom que haja uma breve respiração no final de cada frase do texto.
4. Ser artística, fugindo dos “chavões” e “clichês” já conhecidos e por demais gastos.
5. Evitar cromatismos exagerados (semitons sucessivos) e intervalos de difícil entoação.

4. DA PARTICIPAÇÃO
Pode participar do Concurso Cultural qualquer pessoa, individualmente ou em grupo, que professe a fé católica e resida no território diocesano, apresentando-se por pseudônimo.
Não será permitido que um participante seja integrante de mais de um grupo, banda ou ministério simultaneamente no Concurso Cultural.
Cada pessoa ou grupo pode inscrever no Concurso Cultural apenas uma composição (letra e música).
É expressamente vedada a participação no Concurso Cultural de membros do Comitê Organizador, bem como membros da Comissão Julgadora.

5. DAS INSCRIÇÕES
O lançamento do Concurso Cultural será na missa do 48° Aniversário da Criação da Diocese e as inscrições iniciam-se no dia 19 de janeiro de 2015 e encerram-se no dia 03 de junho de 2015 (véspera da Solenidade de Corpus Christi), de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, exceto feriados. Os participantes poderão se inscrever individualmente ou em grupo:
– No caso da inscrição individual: ela é de caráter pessoal e intransferível, conforme a ficha de inscrição fornecida pelo Comitê Organizador (Anexo 02 deste Regulamento).
– No caso da inscrição de um grupo (banda ou ministério): todos os integrantes deverão ser inscritos conforme a ficha de inscrição fornecida pelo Comitê Organizador (Anexo 02-A deste Regulamento). O grupo deverá eleger um líder, que será o canal de contato com o Comitê Organizador e responsável legal de todo e qualquer efeito decorrente da participação de seus integrantes no Concurso.
A ficha de inscrição (Anexos 02 e 02-A deste Regulamento) estará disponível na Cúria Diocesana (Rua Engenheiro Roberto Mange, 400 – Bairro do Anhangabaú – Jundiaí/SP) e no site da Diocese (www.dj.org.br/concursojubileu) em formato DOC e PDF.
A inscrição será na forma presencial e deverão ser entregues, até o dia 03 de junho de 2015, na Cúria Diocesana, no Setor de Comunicação, os seguintes itens:
1. Ficha de inscrição (Anexo 02 e 02-A deste Regulamento), devidamente preenchida e assinada.
2. 05 (cinco) cópias da letra digitada e impressa, constando o pseudônimo do(s) autor(es) e as cifras da música na letra.
3. 01 (um) CD-R com a música gravada em formato MP3 (esse CD pode ser gravado, a critério do participante, com banda ou apenas com voz e instrumento base – violão, teclado, etc.).
4. Termo de cessão de direitos autorais patrimoniais devidamente preenchido e assinado (Anexos 03 e 03-A deste Regulamento). No caso de grupo, cada integrante deverá preencher e assinar uma via deste termo.
5. Termo de declaração de responsabilidade e de autorização de uso de imagem e de divulgação (Anexos 04 e 04-A deste Regulamento). No caso de grupo, cada integrante deverá preencher e assinar uma via deste termo.
O material enviado não será devolvido aos inscritos.
Não será aceito outro tipo de mídia (DVD, CD-RW, DATs, minidiscs, vídeos, dentre outros) que não seja o padrão CD-R, nem outros formatos de áudio (aiff, sd2, wav, wma, dentre outros) que não seja o padrão MP3.

6. DOS DIREITOS AUTORAIS
Cada participante, individual ou grupo, tendo em vista o objeto deste Concurso Cutural, deverá ceder à Mitra Diocesana de Jundiaí, em caráter definitivo e de forma gratuita, a propriedade dos direitos autorais da composição apresentada ao Concurso Cultural de Música Católica: “Uma Canção para o Jubileu” da Diocese de Jundiaí, para que essa faça seu uso na forma que lhe convier, sempre acompanhada da referência a seu(s) autor(es) e compositor(es).

7. DO JULGAMENTO
As composições serão analisadas e julgadas exclusivamente por uma Comissão Julgadora, constituída de uma equipe técnica, composta por 05 (cinco) membros, escolhidos pelo Comitê Organizador. Serão escolhidas 10 (dez) composições, que participarão do Festival de Música Católica a ser realizado na tarde do dia 07 de novembro de 2015, durante o Congresso Eucarístico Missionário Diocesano.
Na seleção das 10 composições para o Festival de Música Católica serão considerados os seguintes quesitos:
1. Letra / Adaptação da Letra: composição, aspectos teológicos e doutrinais, mensagem, métrica, adequação da letra à melodia, poesia, prosódia;
2. Melodia: beleza da melodia;
As decisões da Comissão Julgadora serão irrecorríveis e irrevogáveis.
A divulgação das 10 (dez) composições selecionadas será no dia 15 de agosto de 2015 (Festa de Nossa Senhora do Desterro), no site da Diocese de Jundiaí (www.dj.org.br/concursojubileu).
Haverá apenas uma composição vencedora do Concurso Cultural, que será escolhida no Festival de Música Católica, por uma Comissão de Jurados especialmente convocada pelo Comitê Organizador para essa finalidade, a partir da apresentação ao vivo das composições. Será premiado apenas um finalista.
No caso das composições selecionadas conterem erros teológicos ou alguma imprecisão em sua letra, a Comissão Julgadora procederá à alteração da letra, em comum acordo com seu(s) compositor(es), antes de sua apresentação no Festival de Música Católica.

8. DO FESTIVAL DE MÚSICA CATÓLICA
Será realizado um Festival de Música Católica às 16h do dia 07 de novembro de 2015, como parte dos eventos do Congresso Eucarístico Missionário Diocesano, precedendo um show de uma banda católica, que terá início às 21h.
O objetivo do Festival é a apresentação das composições para o público e a escolha da composição vencedora a partir do julgamento de uma Comissão de Jurados especialmente convocada para essa finalidade pelo Comitê Organizador.
O Comitê Organizador convocará os autores das composições selecionadas para a preparação e organização do Festival, que contará com uma estrutura de equipamentos (som e iluminação) limitada às exigências da banda ou cantor(a) que fará o show. Portanto, ou autores ou grupos que farão suas apresentações, deverão adequar-se à estrutura fornecida.
Para a apresentação da composição no Festival, o(s) compositor(es) poderá(ão) convidar uma banda ou ministério, possibilitando o enriquecimento de seu arranjo musical, sempre dentro dos limites da estrutura disponível.
A ordem de apresentação das composições no Festival será determinada através de sorteio feito pelo Comitê Organizador em reunião preparatória, com a presença dos autores/compositores, ou seus representantes.
A partir da apresentação de cada composição, a Comissão de Jurados escolherá a canção vencedora, avaliando as composições em 03 (três) quesitos:
1. a) Letra / Adaptação da Letra: composição, aspectos teológicos e doutrinais, mensagem, métrica, adequação da letra à melodia, poesia, prosódia;
2. b) Melodia: beleza da melodia;
3. c) Arranjo: arranjos instrumentais, harmonia, vocais, ritmo e estilo musical.

9. DA PREMIAÇÃO
O vencedor (individual ou grupo) do Concurso Cultural receberá um prêmio de R$ 1.000,00 (um mil reais).
A premiação acontecerá na noite do dia 07 de novembro de 2015, durante o show de uma banda católica, logo após o Festival de Música Católica.

10. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Os casos não contemplados neste Regulamento, serão decididos, soberanamente, pelo Comitê Organizador, não cabendo recursos contra suas decisões.
Os participantes poderão obter outras informações sobre o presente Concurso Cultural de Música Católica: “Uma Canção para o Jubileu” na Cúria Diocesana pelo telefone (11) 4583-7474 e/ou pelo e-mail: [email protected]

 

Diocese celebra abertura do ano da Santificação.

07 de janeiro de 2015

 Diocese de Jundiaí rumo aos 50 anos: sonhar é o caminho para chegar lá.

jubileu 01O ano de 2015 começou reunindo milhares de fiéis católicos, no dia 7 de janeiro, na Paróquia Cristo Redentor, em Várzea Paulista, onde foi celebrada missa de 48 anos da instalação canônica da Diocese de Jundiaí.
Bispos que fizeram parte da história, entre eles, Dom Gil Antônio Moreira, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, Dom Osvaldo Giuntini, Dom Valter Carrijo, SDS, além de Dom Rubens Sevilha, OCD, que estava em visita a Jundiaí, concelebraram junto a Dom Vicente Costa, Bispo Diocesano.
Na homilia, Dom Vicente, recordando que o aniversário da Diocese ocorre na festa da Epifania do Senhor, convidou a assembleia a seguir o exemplo dos Magos, enfrentando as tentações, seguindo a luz da estrela, que é Jesus, levando a luz do Salvador e partilhando a alegria de encontrar o Senhor. “Não podemos ser covardes e nem desanimados, devemos sim sonhar sempre e nunca desistir, pois a luz de Jesus Cristo deve brilhar para todos os povos!”, concluiu.
Resgatando o momento em que tomou posse como Bispo em Jundiaí, em 2010, o Bispo Diocesano enfatizou três sonhos que o ajudaram durante a caminhada até o momento atual da vida religiosa. “Sonhei com uma Igreja da Caridade, uma Igreja que não murmura e uma Igreja Santa”, declarou.
Desde a Festa da Padroeira do ano passado, a Diocese está vivendo o triênio preparatório rumo ao Jubileu de Ouro, que inclui Concurso Musical, que irá eleger “Uma Canção para o Jubileu”; Curso de Formação para Missionários; Peregrinação ao Túmulo de Dom Gabriel – primeiro Bispo Diocesano. Na programação, há ainda as Jornadas da Vida Consagrada, dos Sacramentos e Vocacional, celebrações, Congresso Eucarístico, entre outras ações.
O tema escolhido para as comemorações é “Dar Cristo a quem não O tem e consciência de Cristo a quem já O possui”, com inspiração na frase de Dom Gabriel Paulino Bueno Couto.
Já o lema é “Ao verem de novo a estrela, ficaram radiantes de alegria” (Mt 2,10).
Celebrar o Jubileu de Ouro é importante para agradecer os dons de Deus nessa caminhada de 50 anos, dar um exemplo de vida cristã às gerações futuras e recordar aqueles que iniciaram a Igreja.
Enviados de dois em dois
A passagem bíblica em Lucas, capítulo 10, versículo 1, explica bem o que os padres diocesanos Norberto Savietto e José Roberto de Oliveira estão vivendo. “Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde Ele próprio devia ir”, diz a citação.
No caso, o lugar onde o Senhor deve ir é a Paróquia de Caroebe, Diocese de Roraima (RR), na Amazônia. Com o envio dos sacerdotes, a Diocese de Jundiaí passa a integrar o Projeto Missionário Sul 1 – Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em consonância com o Documento de Aparecida, que convida a Igreja a ser discípula-missionária, atenta à exortação do Papa Francisco quanto à missão da Igreja, e tendo em vista a realidade precária dos nossos irmãos amazônicos.
Na missa do dia 7 de janeiro, Dom Vicente fez a bênção de envio dos presbíteros e, em seguida, os missionários receberam a Bíblia e uma cruz como sinal de entrega total à Cristo e de serviço ao povo amazônico.
No final da celebração, padre Norberto deu um testemunho e disse que “Não basta ser cristão, Jesus tem um caminho para cada um de nós. Precisamos sair do comodismo e dar graças a Deus porque Ele está conosco”. O sacerdote pediu a oração de cada um para conseguir realizar a missão.
50 anos de História
Criada a 7 de novembro de 1966, pela Bula “Quantum Conferat” de Paulo VI, a Diocese de Jundiaí foi instalada canonicamente no dia 6 de janeiro de 1967, sendo empossado, naquele dia, seu primeiro Bispo, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, OCarm, natural da cidade de Itu.
A Diocese de Jundiaí tem como Padroeira Nossa Senhora do Desterro, que é também patrona da cidade de Jundiaí desde 1615.
Fazem parte da Diocese de Jundiaí 65 paróquias, em onze cidades: Jundiaí, Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Louveira, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Santana de Parnaíba e Várzea Paulista.
Dos mais de um milhão de habitantes no território, cerca de 66% professam a fé católica. Atualmente são 86 sacerdotes incardinados, 30 sacerdotes membros de Institutos Religiosos e 98 diáconos permanentes.
Durante os 50 anos de história, a Diocese de Jundiaí foi dirigida pelos seguintes Bispos: Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, OCarm (1967-1982), Dom Roberto Pinarello de Almeida (1982-1996), Dom Amaury Castanho (1996-2004), Dom Gil Antônio Moreira (2004- 2009) e, atualmente, por Dom Vicente Costa, desde 2010.