Campanha Missionária

“Meu lar é consagrado a Nossa Senhora¨.

Objetivo:
Fomentar na vida da Paróquia a devoção a Nossa Senhora pela recitação do Santo Terço.
Colocar a vida paroquial no espírito da Missão.
Viver o espírito de uma Igreja em saída. logo santas missões

Desenvolvimento do Projeto:
Durante o mês de Abril nos avisos das missas convidaremos as famílias que quiserem receber os missionários em suas casas para o momento de recitação do santo terço e a consagração da casa a Nossa Senhora fazerem seu cadastro na Secretaria da Paróquia.
No mês de Abril a Equipe Paroquial das SMP fará a divisão das visitas entre os missionários dos Setores Missionários.
No dia 03 de Maio abertura do Mês Missionário e abertura do Cerco de Jericó.
03 a 09 de maio – Cerco de Jericó.
O Cerco de Jericó será uma grande campanha de oração para o êxito da missão e o momento privilegiado para que os missionários se preparem espiritualmente para os dias de visitas às famílias.
Tema: “Maria, nossa mãe, desata os nós que nos impedem de seguirmos Jesus”.
Durante estes dias teremos 24 horas de Adoração em escala de revezamento entre as pastorais, associações, movimentos e novas comunidades.
10 a 30 de Maio – acontecerá as visitas missionárias nas casas de paroquianos que se cadastraram na Secretaria Paroquial.
Nestas visitas os missionários farão a recitação do Santo Terço e no final convidará o Pai da Família a fazer a oração de consagração de sua casa a Nossa Senhora, conforme celebração em anexo.
As famílias serão orientadas a convidar para este dia os seus familiares, vizinhos, amigos… aqueles que a família desejar para que este momento seja realmente um momento de fé e celebração.
No dia da visita à família o missionário entregará um convite a todos os presentes do encerramento do Mês de Maio na Paróquia que será no dia 31 de maio.
Neste dia também caso alguma pessoa deseje a visita missionária deverá preencher um pequeno formulário que os missionários terão consigo. Estas visitas acontecerão no decorrer do ano de 2015.
31 de maio – Encerramento do Mês de Maio e da Campanha Missionária.
No dia 31 de maio realizaremos uma grande carreata em louvor a Nossa Senhora. A carreata percorrerá todas as comunidades da Paróquia e seguirá o seguinte trajeto: Saindo às 16h da Igreja Matriz em direção a Comunidade São Francisco (momento de oração diante da Comunidade); segue-se a carreata em direção a Comunidade São Pedro e São Paulo (momento de oração diante da Comunidade); segue-se a carreata em direção a Comunidade Madre Paulina (momento de oração diante da Comunidade); segue-se em direção a Comunidade São José (momento de oração diante da Comunidade); segue-se em direção a Comunidade Santo Antonio (momento de oração diante da Comunidade); segue-se em direção a Comunidade Matriz.
Ao chegar na Matriz celebraremos a Missa Campal em frente a Igreja encerrando o Mês de Maio em nossa Paróquia.
Nesta missa de encerramento poderemos convidar um ou dois missionários e uma ou duas famílias para darem testemunho de sua experiência.

Bispo Diocesano lança Carta Pastoral sobre as Santas Missões Populares.

CARTA PASTORAL À DIOCESE DE JUNDIAÍ

AS SANTAS MISSÕES POPULARES

“Ide fazer discípulos meus” na Diocese de Jundiaí (cf. Mt 28,19).

dvcEstimados Irmãos e Irmãs,

A querida e amada Diocese de Jundiaí se prepara para viver um momento extraordinário da graça do Senhor: o seu Jubileu de Ouro que acontecerá no dia 06 de janeiro de 2017. Queremos que a comemoração dos 50 anos da história da Diocese de Jundiaí seja uma verdadeira “sacudida”, uma nova tomada de consciência da nossa fé e um profundo despertar de novas energias no nosso seguimento a Jesus Cristo. Bem dizia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, OCarm, o 1º Bispo e “Pai Fundador” desta Diocese: “É preciso dar Cristo a quem não o tem e a consciência de Cristo a quem já o possui”. De fato, os(as) verdadeiros(as) discípulos(as) de Jesus precisam ser também seus(as) missionários(as) alegres e ardorosos(as).

INTRODUÇÃO

Celebrando o seu Jubileu de Ouro, a Igreja Diocesana de Jundiaí quer responder, com renovado entusiasmo e coração ardente (cf. Lc 24,32) ao mandato missionário de Jesus Cristo: “Ide, evangelizai! Ide fazer discípulos meus todos os que moram na minha Igreja, na porção do meu povo que se faz presente na Diocese de Jundiaí” (cf. Mt 28,19). Como Mãe amorosa e solícita, a Igreja quer anunciar a todos a alegria de sermos amados por Jesus Cristo e termos sido salvos por Ele. E, ao mesmo tempo, ela quer tornar-se uma Igreja servidora, que possibilita àqueles filhos e filhas dispersos uma experiência íntima e profunda com Cristo e para a vida em comunidade.

Por isso, queridos irmãos diocesanos e queridas irmãs diocesanas, CONVOCO a todos para participarmos das SANTAS MISSÕES POPULARES (SMP).

1. O QUE SÃO AS SMP?

“O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir” (Lc 10,10).

As SMP são um novo jeito de evangelizar, uma nova maneira de ser Igreja, uma das formas de colocar a Igreja em estado permanente de missão.

1.1. SANTAS: porque é tempo favorável e fecundo da graça, de viver mais intensamente o amor de Deus por nós e nosso amor por Ele;

1.2. MISSÕES: porque Missão é partir, sair de si mesmo, ir ao encontro do outro, comprometendo-nos com a Missão que Cristo nos deixou;

1.3. POPULARES: porque acontecem no meio do povo e com o povo, assumindo seus anseios e sonhos por uma vida mais digna e uma Igreja de comunhão e participação.

Portanto, as SMP nascem de uma Igreja que é por natureza missionária: se a Igreja se fechasse em si mesma e não assumisse sua vocação missionária, renegaria o Senhor Jesus e se trairia a si mesma. O Papa Francisco tem insistido muito na necessidade da transformação missionária da Igreja: a Igreja precisa sempre estar “em saída”. A alegria do Evangelho deve encher a vida de todos nós, discípulos e discípulas do Senhor Jesus. É esta “alegria missionária” (cf. “A Alegria do Evangelho”, n. 21) que nos deve motivar e impulsionar para participarmos ativamente das SMP.

2. COMO SERÃO REALIZADAS AS SMP?

E Jesus disse aos seus discípulos missionários: “Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias…” (Lc 10,4).

O objetivo principal das SMP é anunciar, de forma alegre, convicta e vivencial, o “querigma”: o primeiro anúncio, o anúncio de Jesus Cristo, como Boa-Notícia. É uma mensagem evangélica que, pelo testemunho dos evangelizadores, procura suscitar e fortalecer a fé e a conversão. É “fazer Jesus acontecer” na vida das pessoas, para que elas o proclamem como Salvador e Senhor de sua vida.

A Diocese de Jundiaí é constituída por 66 Paróquias e apresenta uma grande diversidade de ambientes e situações existenciais. Em linhas gerais, o projeto das SMP inclui as seguintes atividades, entre tantas outras que poderão ser programadas em cada Paróquia:

01. Formar e treinar os(as) missionários(as) das SMP através de dois Retiros Missionários Diocesanos, seguidos de mais dois Retiros Missionários em cada Paróquia da Diocese. Os Retiros Missionários Diocesanos acontecerão na Comunidade Santo Antônio – Paróquia de Itupeva, em junho (26 a 28) e outubro (23 a 25);

02. Favorecer a visita dos(as) missionários(as) aos lares da Diocese, bem como às escolas, Universidades, fábricas, casas de detenção, hospitais, comunidades terapêuticas, etc.;

03. Realizar uma grande Semana Missionária em cada Paróquia para marcar profunda e permanentemente o caráter missionário da Paróquia. Esse evento poderá tornar-se um “mês missionário” ou “ano missionário”, dependendo das condições e da realidade de cada comunidade paroquial;

04. Possibilitar, na medida do possível e de acordo com cada realidade, à Paróquia tornar-se uma “rede de comunidades”, dividindo-a em setores, proporcionando um cuidado especial aos lugares onde há pouca ou nenhuma presença evangelizadora da Igreja;

05. Garantir a participação dos(as) cristãos(as) leigos(as) na Igreja, Povo de Deus, valorizando sua presença nos Conselhos, pois todos participam do sacerdócio comum de Cristo pelo Batismo e são suas testemunhas vivas pela Crisma;

06. Reforçar, em sintonia com nosso “Plano Diocesano da Ação Evangelizadora”, a presença dos “Grupos de Rua” (Círculos Bíblicos ou Grupos de Reflexão), para que as famílias vizinhas ou grupos afins leiam, orem e testemunhem mais as Sagradas Escrituras, Palavra de Deus, em suas vidas. Assim esses grupos podem tornar-se “porta de entrada para a vida comunitária, principalmente para aqueles que estão afastados da Igreja ou que ainda não receberam os Sacramentos da Iniciação Cristã” (cf. “Plano Diocesano da Ação Evangelizadora”, p. 19, n. 1).

07. Tornar a Liturgia momento festivo, marcante e contagiante da presença de Deus em nosso meio (a celebração da Santa Eucaristia, da Palavra de Deus na comunidade, vigílias, celebrações e caminhadas penitenciais, Celebração do Envio, etc.);

08. Valorizar as manifestações da piedade popular do nosso povo (procissões, bênçãos, as festas dos Padroeiros, a oração do terço, a Via-Sacra, etc.);

09. Garantir a participação dos jovens, adolescentes e crianças nas SMP e estimulá-los a se tornarem verdadeiros discípulos missionários em seus ambientes, propiciando a evangelização numa linguagem própria e inculturada na realidade deles;

10. Recuperar a dimensão social do “querigma” e ir ao encontro das pessoas carentes e necessitadas, contribuindo para a melhoria de suas condições de vida e de suas necessidades sociais.

3. QUEM SÃO OS PROTAGONISTAS DAS SMP?

“A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para sua colheita” (Lc 10, 2-3).

Sem dúvida, o Espírito Santo é o principal protagonista da Missão: Ele torna presente a obra da Salvação de Jesus, radicada na Cruz. O Espírito Santo age através dos Apóstolos, mas, ao mesmo tempo, opera nos que acolhem o anúncio missionário. Portanto, toda a Igreja é protagonista da Missão, tendo o seu Bispo Diocesano e os presbíteros como os primeiros missionários da Diocese, bem como os diáconos permanentes, os seminaristas, os religiosos e as religiosas e, atuando nos vários ambientes, tantos leigos e leigas, de importante e insubstituível presença, engajados na vida comunitária.

Por esse motivo, CONVOCO todas as forças vivas de nossa amada Diocese de Jundiaí, tendo à frente seu Bispo e os presbíteros, a sermos os coprotagonistas da Missão de Jesus pela ação do Espírito Santo.

Neste processo, será muito importante a presença efetiva de 20 ou 30 missionários leigos e leigas de cada Paróquia, escolhidos e enviados para os Retiros Missionários Diocesanos, a fim de que, sentados aos pés do Divino Mestre (cf. Lc 10,39.42), se tornem discípulos mais apaixonados e realizem em suas Paróquias, como missionários fervorosos, todo o processo dos Retiros Missionários Paroquiais, atraindo o maior número possível de pessoas que queiram tornar-se verdadeiros discípulos missionários de Jesus.

CONCLUSÃO:

Alguém pode perguntar: “Mas, quando terminam as SMP”? Os discípulos(as) missionários(as) de Jesus Cristo nunca devem dizer: “Missão cumprida!”. A missão de Jesus e de sua Igreja nunca chega ao fim. O Papa Francisco nos convoca: “Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!” (“A Alegria do Evangelho!”, n. 83).

Por isso, as SMP não têm um prazo determinado para terminar. Dependendo de sua realidade, cada Paróquia deve encontrar, criativa e empenhadamente, os meios necessários para tornar-se “Igreja em estado permanente de missão”. As SMP são apenas um momento forte, uma “forte comoção” (“Documento de Aparecida”, n. 362) para desinstalar e tirar a Igreja da comodidade, do cansaço evangelizador e da indiferença. Com as SMP realmente assumidas por todos, seguramente a nossa Diocese e as nossas Paróquias NUNCA serão as mesmas. A renovação missionária das comunidades nos obrigará a deixar para trás práticas, costumes e estruturas que não conseguem mais, nos tempos atuais, favorecer a transmissão e a vivência da fé cristã. Portanto, não se trata de negar tudo de bom que já foi feito na caminhada passada da nossa Diocese, mas de colher os frutos de nossa rica história e reconhecer, nesta mudança de época, que é preciso ter coragem e audácia evangélica para realizar a “conversão pastoral” da nossa Igreja, passando de “uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária” (“Documento de Aparecida”, n. 370).

Queridos irmãos diocesanos e irmãs diocesanas: supliquemos a Deus, com fé ardente e confiante, que as SMP marquem realmente a vida da nossa querida e amada Diocese de Jundiaí que caminha para a celebração do seu Jubileu de Ouro.

Sendo, com vocês, Irmão e, para vocês, Bispo, peço que todos colaborem para o pleno êxito das SMP. Aos(às) que forem convidados(as) para ser missionários(as) das SMP: aceitem, com alegria e plena disponibilidade, esta missão. Particularmente, aqueles(as) que já participam dos Movimentos Eclesiais e Associações Religiosas, tão presentes e atuantes em nossa Diocese: acolham com generosidade este projeto que Deus nos inspira. Pois, como são belos “os lábios que proclamam os louvores do Senhor!” (cf. Sl 71[70],23). “Como são belos os pés dos que anunciam o Evangelho” (cf. Is 52,7 e Rm 10,15). Aos(às) que serão visitados(as): abram suas portas e seus corações aos que vêm “anunciar a paz do Senhor” (cf. Lc 10,5). Por fim, queridos presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosos(as) e cristãos(ãs) leigos(as): unamos nossos esforços neste grande impulso missionário que queremos infundir em nossa Diocese. Não podemos deixar de viver esta hora de graça, para que as SMP se tornem um novo e verdadeiro Pentecostes para a nossa Igreja.

O Senhor nos adverte: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5b). Mas Ele também nos assegura: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20b). Queridos irmãos diocesanos e irmãs diocesanas: peçamos ao Senhor que nos fortaleça na Missão. Neste sentido, conclamo as comunidades da Diocese de Jundiaí para que nos dias da semana que antecedem os Retiros Missionários Diocesanos (entre os dias 22 [segunda-feira] a 25 [quinta-feira] de junho e 19 [segunda-feira] a 22 [quinta-feira] de outubro), celebrem a Santa Eucaristia com a presença dos missionários(as) escolhidos(as), realizem momentos de Adoração Eucarística e Vigílias e que façam orações, jejuns e outras obras de sacrifício, caridade fraterna e obras de misericórdia nas intenções das SMP.

Confiemos as SMP à proteção maternal de Maria, Nossa Senhora do Desterro, Padroeira da nossa Diocese. Ela, que, no Cenáculo, juntamente com os Apóstolos, foi testemunha do ardor missionário suscitado pelo Espírito (cf. At 1,14), interceda pela Igreja de seu Filho, que se faz presente aqui nesta Diocese. Que nossa Igreja se torne, verdadeira e permanentemente, casa dos iniciados na vida cristã, a Igreja dos(as) discípulos(as) missionários(as) do Senhor Jesus.

E a todos abençoo.

Jundiaí – SP, na celebração litúrgica do 2º Domingo da Páscoa, Domingo da Divina Misericórdia, 12 de abril de 2015.

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Dom Vicente Costa
“Servo do Cristo Jesus” (Rm 1,1), chamado para pastorear a Igreja Diocesana de Jundiaí, em nome de Jesus, o Bom e Belo Pastor.

ORAÇÃO PELAS SANTAS MISSÕES POPULARES

Nós Vos louvamos, Senhor,
e agradecemos a Vossa Palavra,
a graça do Batismo,
e a Missão que de Vós recebemos.

Ensinai-nos, nós Vos pedimos,
a ser discípulos missionários do Vosso Reino,
sobretudo neste período
em que nossa Diocese quer ser
uma “Casa da Iniciação à Vida Cristã”
através das Santas Missões Populares.

Impulsionada pela alegria do Evangelho
e pela Santa Eucaristia,
seja a nossa Missão um serviço à Paz;
e, para a humanidade à procura de Jesus,
Caminho, Verdade e Vida,
seja um sinal de amor e de esperança.

Nossa Senhora do Desterro,
Perfeita Discípula Missionária do Senhor,
intercedei por todos nós.
Amém!

(Oração baseada na do Projeto Diocesano de Evangelização de 2007)

 

O que são as Santas Missões Populares?

Pe. Mosconi

Pe. Luis Mosconi

É UM TEMPO ESPECIAL

As Missões Populares não são um movimento pastoral à parte e, sim, um serviço à Pastoral. Elas levam em conta as pessoas, a realidade pastoral do lugar e as grandes opções da Igreja na América Latina (Medellín, Puebla, Santo Domingo). Por que as Missões Populares são um tempo especial? Pela intensidade da proposta e por uma finalidade pedagógica. O normal da nossa vida é o cotidiano, o dia-a-dia. As Missões Populares querem ser um serviço à cotidianidade da vida, relembrando e atualizando rumos, valores, atitudes, posturas, opções inegociáveis. Nossa vida precisa, de vez em quando, de um tempo especial, para acordar, para sacudir; é uma necessidade antropológica. De fato, quase sem perceber, caímos na rotina, corremos o perigo de viver uma vida repetitiva, rasteira, acomodada, arrastada, sem sonhos. O mesmo perigo acontece também nos trabalhos pastorais. É importante perceber avanços, impasses, recuos, para agir eficazmente nelas através das Santas Missões Populares [fazer um trabalho de grupo ou cochicho para levantar as atitudes e os elementos que bloqueiam uma pastoral missionária profética no dia-a-dia]. As Missões Populares querem marcar presença significativa nessas situações pastorais. Situações das quais elas podem também se tornar vítimas. Isso depende muito do nível de consciência das equipes pastorais que conduzem o processo.

OBJETIVOS

Os objetivos das Missões Populares relacionados a seguir foram se firmando aos poucos, com a contribuição de muitos missionários e missionárias: a) Ajudar as pessoas a dar um sentido autêntico à própria vida, no aqui e no agora. Ser sujeito histórico é o maior desafio para qualquer pessoa, de qualquer raça, crença, cultura, época e lugar. b) Vivenciar a espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo e do seu Evangelho, como caminho seguro para uma autêntica existência humana e para construir uma sociedade justa, fraterna e solidária. c) Convidar e envolver o maior número de pessoas no grande mutirão em defesa da vida e da cidadania para todos. d) Fortalecer, reinventar, reproduzir a caminhada das CEBs (pequenas comunidades eclesiais), dando a ela maior qualidade. e) Aprender a viver a comunhão no pluralismo dentro da nossa Igreja, como também em relação à sociedade e às outras Igrejas. f) Valorizar, vivenciar, purificar, à luz do Evangelho de Jesus Cristo, as culturas, a religião popular e a história vivida, e muitas vezes sofrida, do povo. g) Despertar nas pessoas o gosto pela missão, pelo conhecimento do outro, do diferente, como algo que enriquece.

METODOLOGIA

A metodologia está a serviço dos objetivos, é iluminada por eles e é marcada pelas situações concretas. Nas Santas Missões Populares a metodologia deve dispensar uma atenção especial aos seguintes pontos:

Lugar e destinatários

As Missões Populares devem atingir toda a área da paróquia, tanto o interior como a cidade, onde querem provocar uma mexida significativa e ajudar a fazer da paróquia uma rede de pequenas comunidades eclesiais. As Missões Populares são uma proposta da Igreja Católica, mas estão abertas a todas as pessoas que moram no território onde elas acontecem. Sem fanatismo, sem concorrência, sem ingenuidade. As pessoas que participam como agentes das Missões Populares, gostam do povo, amam as pessoas, são ecumênicas, pois colocam em primeiro lugar a vida com seus problemas, alegrias e desafios; e a vida é ecumênica. Nas Missões Populares se desperta uma atenção especial aos católicos afastados e aos preferidos de Jesus Cristo: os pobres, os pequenos, os marginalizados, os sociocultural e economicamente excluídos, os sem-voz e sem-vez. A opção pelos pobres é uma questão de fé que faz parte intrínseca do seguimento a Jesus Cristo.

Preparação e realização: as diferentes etapas

A duração das Missões Populares está ligada aos objetivos e à situação do lugar onde elas acontecem. Geralmente há bastante falhas a esse respeito: muita correria, planejamento superficial, atividades apressadas. Existe o perigo da massificação. Após anos de experiência, achamos que a duração de cada Missão Popular deve ser de dois anos, com as seguintes etapas:

a) Etapa do namoro. Quando o pároco ou, melhor ainda, a equipe pastoral paroquial pede ajuda à equipe especializada para realizar as Missões Populares. Sugerimos primeiro um conhecimento profundo e detalhado da proposta nos seus conteúdos e metodologia. Geralmente isso acontece através do estudo do livro das Santas Missões Populares, publicado por nós e que funciona como um manual. Ao mesmo tempo, é importante que se fale sobre o assunto nas celebrações, nas reuniões de grupos, nas pastorais e comunidades; que se reze, para chegar a uma decisão consciente, assumida, participativa, tomada possivelmente numa assembléia extraordinária da paróquia. Essa etapa leva cerca de três meses.

b) Etapa do noivado. Como o noivado é o tempo bonito da preparação intensa ao casamento, assim também é esta etapa das Missões Populares. Forma-se uma coordenação paroquial com a tarefa de articular e acompanhar todo o processo. Para evitar trabalhos paralelos, sugere-se que a coordenação seja assumida pelo mesmo conselho pastoral paroquial ampliado. A coordenação enviará uma carta circular a todos os grupos, pastorais, comunidades, movimentos, dando a boa notícia. A partir desse momento, a Missão Popular torna-se o eixo de toda pastoral. A paróquia deve evitar, nesse período, trabalhos paralelos, pois são altamente prejudiciais. Intensifica-se a seleção dos missionários e das missionárias, em cada setor. Isso deve ser feito de uma maneira clara, cativante, consciente, responsável, aberta, ao estilo de Jesus, que deu chance até a pessoas “suspeitas” e inexperientes, como os apóstolos, na maioria pescadores; Judas, os simpatizantes do movimento zelota; as mulheres como Maria Madalena e a samaritana. Organizam-se várias equipes de serviço para preparar o primeiro retiro dos missionários. Essa etapa leva cerca de três meses.

c) Etapa da pré-missão. É casamento pra valer! E haja paixão! Há um crescendo de atividades destinadas a acordar e envolver o maior número possível de pessoas nas propostas das Missões Populares. Essa etapa começa com o primeiro grande retiro dos missionários. No final do retiro ocorre a Missa de envio dos missionários com a presença do maior número possível de pessoas de toda a paróquia. Esse período tem a duração de sete a dez meses, com sugestão de atividades específicas a cada mês, fruto de experiências comprovadas ao longo desses anos. Em seu decorrer, haverá outros dois grandes retiros para os missionários locais, pois são eles que conduzem todo o processo das Santas Missões Populares.

d) Etapa da grande semana missionária. É o momento mais intenso, mais celebrativo da Missão Popular. É a “etapa do saborear” a beleza do Evangelho vivido, testemunhado, celebrado. É uma etapa profundamente eclesial, com a presença de missionários (leigos, padres, religiosas) vindos de outras paróquias e comunidades e, na medida do possível, do bispo diocesano.

e) Etapa da pós-missão. É a “etapa do aprofundar e articular” todas as forças vivas que despertaram ao longo das etapas anteriores. Duração: um ano (até o aniversário da semana missionária). É uma etapa muito importante. É em seu decorrer que se pode verificar se foi bem captado o espírito da Missão Popular e se ela foi bem acompanhada.

Setores missionários

É importante organizar em setores missionários toda a área onde vai acontecer a Santa Missão Popular, em vista de contatos mais personalizados e do surgimento de missionários e seu respectivo acompanhamento. Baseado em experiências anteriores, nas áreas do interior, o setor deve ser formado por duas a quatro comunidades próximas, para permitir um trabalho em conjunto. Quando em certos lugares, por causa das distâncias, não é possível juntar comunidades, buscam-se outras soluções. Nas grandes cidades, para permitir um trabalho bem personalizado, achamos que cada setor deve atingir uma área de cerca 3 mil habitantes (nas cidades menores, os setores podem ter menor número). A Missão Popular acontece em todos os setores com a mesma programação, decidida nos grandes retiros dos missionários. Cada um deles costuma ter um dinamismo próprio, conforme a realidade, o nível de consciência e atuação dos missionários. Critérios importantes são a fidelidade e criatividade, a comunhão e o pluralismo. Os responsáveis pelo bom andamento do setor são os missionários que são seus moradores. Nesse caso, ser responsável significa ter a capacidade de envolver o maior número possível de pessoas, conduzindo o processo dentro dos objetivos e da metodologia decididos nos grandes encontros de formação dos missionários.

Perfil dos missionários e das missionárias

Optamos por uma presença numerosa, qualificada, participativa de missionários. Por causa do papel fundamental dos missionários nas Missões Populares, sua formação e seu acompanhamento são de grande importância. Geralmente, pastorais, grupos, comunidades, movimentos eclesiais e sociais, mesmo os ditos “mais avançados”, criam muita dependência entre seus membros. Sente-se falta de pessoas que sabem assumir, personalizar convicções e opções. Há mais pessoas tarefeiras do que criativas. Nas Missões Populares apostamos muito na quantidade e na qualidade dos missionários.  campanha missionária 6Todas as forças vivas da paróquia, de todas as idades e categorias sociais, são convidadas a serem missionárias no setor onde moram. Não se trata de acabar com isso ou aquilo, mas de viver o período da Missão Popular como um tempo especial, com forte ardor missionário, saindo de esquemas mais rotineiros. Os efeitos que irão aparecer, logo ou mais adiante, são muito positivos: preconceitos são derrubados, barreiras são superadas; grupos e pessoas que se desconheciam, agora se descobrem, partilham, criam laços, se abraçam, valorizando dons e diferenças, dentro de um processo de conversão permanente que envolve a todos. É toda a paróquia em estado de missão. Vai ser uma mexida muito grande, uma ventania do Espírito Santo, um novo Pentecostes. É um tempo de formação eclesial, ecumênico, orante e militante. O convite a ser missionário é dirigido também a pessoas afastadas, através de contatos personalizados, priorizando opções e estilos de vida, acima de leis e normas. Ao longo da pré-missão, novos missionários irão surgindo. Os que começaram primeiro terão a tarefa de acolhê-los e de partilhar com eles o caminho percorrido até o momento. Costumamos distinguir os missionários “locais” dos missionários “de fora”. Os locais são os que moram na paróquia onde está acontecendo a Missão; os de fora são os que já saborearam essa experiência em suas paróquias/comunidades e que foram enviados por suas comunidades, sobretudo para ajudar no tempo da grande semana missionária.

Presença dos padres

Na nossa Igreja, há muito poder de decisão concentrado nas mãos dos padres. Não está bem clara a relação entre ministério e diretrizes pastorais. Essas deveriam ser decididas nas assembléias, enquanto o ministério do pároco deveria ser um serviço para realizar as diretrizes. Como conseqüência, há muita dependência no trabalho das pessoas que atuam nas pastorais. Não se trata somente de democratizar o poder, mas de viver a espiritualidade do discipulado, cada um assumindo tarefas diferentes, conforme seus dons e valores. Pelos motivos lembrados acima, as Missões Populares dependem muito do tipo de presença do pároco. No interior do espírito das Missões Populares, aos párocos se sugere as seguintes atitudes: a) Crer no valor da proposta; abraçá-la de corpo e alma, no espírito, no conteúdo e na metodologia básica. b) Priorizar a Missão Popular. Ela deve ser o eixo de toda pastoral. Decidir juntamente com todos os missionários locais (o momento ideal é durante o primeiro grande retiro) os rumos, os objetivos da Missão. Evitar com firmeza trabalhos paralelos. c) Participar intensamente e de forma personalizada de todo o processo. d) Estar aberto ao novo, aos apelos, às luzes que vão aparecendo. Nunca querer adaptar o novo aos nossos esquemas. e) Docilidade interior e atitude de conversão permanente. f) Uma grande paixão missionária. Ir sempre além, sair da rotina, em busca permanente, com uma grande atenção às pessoas e aos momentos históricos que estamos vivendo. g) Apostar na capacidade dos missionários leigos, dar toda chance e confiança, não por estratégia, mas movidos pela fé e pelo amor às pessoas. h) Saber conduzir todo o processo com discernimento, com sabedoria, com coração de pastor, profeta e conselheiro; valorizando todo o positivo que aparece, aprendendo com as falhas, apontando sempre caminhos de esperança. As Santas Missões Populares são uma verdadeira escola de vida para os padres, as religiosas e as demais lideranças pastorais. 5.6. Crianças e adolescentes missionários 6 Quando começamos a caminhada das Missões Populares não pensávamos nas crianças como missionárias. A partir de 1995, foram elas mesmas que irromperam. Foram acolhidas com simpatia e empatia; e elas começaram a fazer maravilhas. Hoje não entendemos mais Missões Populares sem a presença criativa das crianças e dos adolescentes. Sem eles, que são portadores das boas notícias de Deus e dos valores do Reino, elas não seriam populares. Acontecem jornadas de encontros para crianças missionárias, para adolescentes missionários, a fim de que elas mesmas decidam o tipo de presença que querem marcar nas Missões Populares. Dá-se espaço a elas nas reuniões dos missionários, nas decisões, nas celebrações. Criam atividades, tomam iniciativas. Em cada setor deve haver uma pequena equipe de missionários jovens e adultos liberados para o trabalho com as crianças e adolescentes. São chamados de acompanhantes, para não esquecer que são as crianças e adolescentes que conduzem sua presença nas Santas Missões Populares.

SONHOS E DIFICULDADES

Sonhos

Os sonhos sustentam a caminhada, sobretudo nas encruzilhadas difíceis. Sonhar é romper as barreiras do medo, da mesquinhez, da incoerência. Sonhar é dar asas ao mais autêntico que há em nós, às grandes aspirações presentes nos gemidos da humanidade e dos acontecimentos históricos que estamos vivendo. Sonhar é preciso, sempre; faz bem, renova; melhor ainda quando sonhamos juntos, em mutirão. Há sonhos bonitos presentes nos grandes objetivos das Missões Populares. É difícil esquematizar sonhos, mesmo assim podemos indicar os mais significativos: a) As Santas Missões Populares desenvolvem um grande amor, uma paixão pelo povo, sem massificação ou populismo. O amor sempre personaliza as relações humanas. b) As Missões Populares querem ajudar as pessoas a encontrar e dar um sentido autêntico à vida. Querem ajudar as pessoas a resgatar sua memória histórica, a serem sujeitos capazes de corajosas opções de vida. c) As Missões Populares cultivam a espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo como caminho seguro para uma autêntica existência humana; e a propõem a todos e todas. d) As Missões Populares procuram despertar para os valores humanos e evangélicos da conversão permanente, da reconciliação, da gratuidade de uma vida solidária, simples e transparente; do silêncio, da escuta, da contemplação. e) As Missões Populares forjam um sacerdócio missionário, co-responsável, a serviço de toda a Igreja diocesana. Um presbitério que acredite no protagonismo dos leigos. A ação pastoral em torno das Santas Missões aposta na caminhada das pequenas comunidades eclesiais situadas no tempo e no espaço. f) As Missões Populares colocam, com espírito de diálogo inter-religioso e ecumênico, a missionariedade da Igreja local no centro de suas atividades pastorais.

 Dificuldades

Uma dificuldade particular das Missões Populares vem das pastorais, às vezes, marcadas pela fragmentariedade, superficialidade e ativismos sem rumo claro. Há mais gestos e ritos religiosos do que mística e espiritualidade; mais barulho do que silêncio e contemplação; mais estacionamento do que caminho; mais medo do que ousadia; mais rostos cansados do que gosto e paixão. Outra dificuldade são as situações difíceis em que vivem muitas pessoas: desemprego, perda de referenciais e valores. Vivemos numa sociedade marcada pela desigualdade, pela violência, pelo medo, pela indiferença. São situações que ameaçam derrubar sonhos e esperanças. Sente-se falta de personalidades verdadeiras, de lideranças eclesiais, sociais e políticas capazes de testemunhar, assumir e conduzir autênticas aspirações humanas. Outra dificuldade é a superficialidade, a falta de convicções profundas tão necessárias nas horas difíceis da travessia. Como assumir dificuldades e falhas, fazendo delas ocasião para purificar e refazer nossas opções? Perdão, discernimento, esperança, ousadia se fazem necessários. Sente-se necessidade de as equipes pastorais paroquiais captarem melhor o espírito e o conteúdo das Missões Populares e de assumi-las com fidelidade e criatividade. Apesar das falhas que ocorrem nas Missões Populares, o saldo continua positivo, porque o projeto das Missões Populares requer a participação de todos.

O que são as Santas Missões Populares?

a) São uma sacudida especial.

Será que não estamos precisando disso? De fato, com o passar do tempo, nossa vida pessoal pode se tornar bastante rotineira, repetida, acomodada, sem asas, sem convicções profundas, amarrada e cansada. Corremos o perigo de jogar no lixo o dom precioso da vida. Nossas comunidades cristãs também correm perigo: tudo repetido, sem novidade, meio apagado, sem ardor missionário. Uma espécie de clube dos amigos e das amigas de Jesus e o mundo fora não interessa. E o que estamos notando por aí no meio do povo? Muitos vão se acomodando diante de tanta coisa errada, como: violência, desigualdades sociais, divisões, corrupções, explorações, vícios e mais vícios. Há pouca indignação ética. Muitos se fechando no próprio eu e que os outros se danem. As mesmas boas notícias já não alegram mais como deveriam. Então, será que não estamos precisando de uma sacudida? O apóstolo Paulo escrevia à comunidade cristã de Roma: “Já é hora de vocês acordarem…”(Rm13,11). Será que esse alerta não vale para nós também?

b) São um tempo especial de evangelização intensiva e extensiva, com iniciativas e prazos marcados. O testemunho e o anuncio do Evangelho de Jesus vão estar em primeiro lugar.

c) São um grande retiro espiritual popular, que tem a ver com o sentido da vida. Um retiro que irá marcar o tempo que virá depois, sem com isso desconhecer o positivo que havia antes.

d) São um tempo especial para cultivar entre nós relações pessoais, bem sinceras, verdadeiras e solidárias.

e) São um tempo especial de ecumenismo dentro da nossa Igreja e em relação a outros grupos e Igrejas. Fazem crescer a comunhão na diversidade, valorizando tudo o que há de bom nas pessoas e instituições.

f) São uma visita e um abraço especial de Deus misericordioso para com o povo querido que somos todos nós.

Pe. Luís Mosconi.

Campanha Missionária.

Celebração de Consagração do lar e da família a Nossa Senhora.

Canto de Entrada.

Maria de Nazaré, Maria me cativou
Fez mais forte a minha fé
E por filho me adotou
As vezes eu paro e fico a pensar
E sem perceber, me vejo a rezar
E meu coração se põe a cantar
Pra Vigem de Nazaré
Menina que Deus amou e escolheu
Pra mãe de Jesus, o Filho de Deus
Maria que o povo inteiro elegeu
Senhora e Mãe do Céu
Ave – Maria (3X), Mãe de Jesus!

Maria que eu quero bem, Maria do puro amor
Igual a você, ninguém
Mãe pura do meu Senhor
Em cada mulher que a terra criou
Um traço de Deus Maria deixou
Um sonho de Mãe Maria plantou
Pro mundo encontrar a paz
Maria que fez o Cristo falar
Maria que fez Jesus caminhar
Maria que só viveu pra seu Deus
Maria do povo meu

Missionário: Nossa Senhora abre o Seu coração Maternal a São Domingos e lhe faz quinze promessas para quem rezar devotamente o santo terço todos os dias, hoje estamos aqui para consagrar este lar e esta família no Imaculado Coração de Maria, por isso meditando os mistérios do Santo Terço rezemos:

T: + Pelo Sinal da Santa Cruz + Livrai-nos Deus, Nosso Senhor + dos nossos Inimigos. + Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém.

T: Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

Oferecimento do Santo Terço:

T: Divino Jesus, eu Vos ofereço este Terço que vou rezar contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, as virtudes que me são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganhar as indulgências anexas a esta devoção. Ofereço-Vos, particularmente, este terço por esta familia que hoje consagra o seu lar a Materna proteção de Nossa Senhora e pelo êxito de nossa campanha missionária.

T: Creio

T: Pai nosso

Missionário: Rezemos três aves-marias em honra da Santíssima Trindade.

T: Ave Maria

T: Glória

T: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Leitor 1: A Sagrada Família é modelo impar de caridade, para todas as famílias humanas e cristãs, para todas as comunidades. Porque se amam, se estimam, se sabem olhar com ternura, carinho, verdadeiro afeto, sabem também aceitar as diferenças, crescer na união, superar as dificuldades, perdoar ofensas, viver em total comunhão. É uma familia onde não há critica destrutiva, modos agressivos e ríspidos, tons autoritários, palavras que magoam, impaciencias que destroem a paz, agressividades que ferem o amor, orgulho e vaidades que se impõem e querem escravizar os outros. Peçamos neste mistério para que esta família e todas as famílias tenham a paz e saibam cultivar no seu dia-a-dia o dom do amor.

Pai- Nosso, 10 Aves-marias, Glória, Jaculatória.

Leitor 2: Cada um a seu jeito, todos em Nazaré são contemplativos na vida e modelos para cada um de nós. Em Nazaré, no lar sagrado, vive-se em oração. Jesus, o Filho por excelencia, em continua e intima comunhão com o Pai que é o seu tesouro e em quem tem o seu coração. Maria, a Virgem dada à oração, é a Senhora contemplativa que pondera tudo em seu coração, que é a Serva da Palabra, que louva no Magnificat e no silêncio do coração, está em continua união com o Esposo da Alma, São José, com outro tipo de oração, como homem justo, é contemplativo na vida e no trabalho. Peçamos por esta família que hoje consagra o seu lar a Nossa Senhora para que ela saiba rezarem em família transformando seu lar em um verdadeiro santúario.

Pai-nosso, 10 aves-marias, Glória, Jaculatória.

Leitor 3: A Sagrada Família é também modelo de trabalho. São José, com o seu ofício de carpinteiro, ganhava o sustento para todos. Nele, o trabalho é dignificado e colocado ao serviço dos outros, do Reino. Maria, a dona de casa, a esposas do carpinteiro, não deixa de trabalhar e assume com alegría as lidas domésticas. Como esposa e mãe, cozinha, vai à fonte, trata da casa e da roupa. Jesus adolescente, jovem e adulto; aprende a arte de saber trabalhar, de amar trabalhando, de servir os outros com trabalho simples e humilde. O trabalho feito por amor não escraviza, não aliena, não é feito só por ganancia. É serviço alegre para que os outros vivam melhor, se sintam bem, sejam mais felizes. Rezemos por esta família que hoje consagra seu lar a Nossa Senhora para que nunca falte nesta casa a cooperação mútua e a realização profissional de todos os seus membros.

Pai-nosso, 10 aves-marias, Glória, Jaculatória.

Leitor 4: Em Nazaré, todos os comportamentos são movidos pela humildade de coração. São José, apesar de ser o chefe da família, é homem humilde, aceitando os planos de Deus e deixando-se conducir com humildade. Não quer sobressair, não se impõe. É servo justo e humilde, e a Senhora, que já tinha proclamado a sua humildade de serva, é a mulher sem vaidade, sem triunfalismos, sem desejos de elogios, sem atrair atenções. Humildade da serva, pobreza interior que nasce da ação do Espírito. E Jesus, que veio para servir e não para ser servido e que dirá mais tarde que os últimos serão os primeiros, vive a condição humilde de filho submisso, que respeita, obedece e ama com coração humilde. Peçamos à Nossa Senhora que conceda a esta família a graça de viver em humildade e despojamento simples.

Pai-nosso, 10 aves-marias, Glória, Jaculatória.

Leitor 5: A Sagrada Escritura ensina-nos que o Justo vive da fé. É por isso que em Nazaré todas as vivencias são embebidas duma profunda fé. São José, ao jeito do Pai Abraão, acredita contra toda a esperana e constroi a sua vida na fé em Deus e na sua Palavra. A Virgem Maria, a quem Isabel proclamou Bem-aventurada porque acreditaste, é a Senhora da fé. Sofre, passa noites escuras, nem sempre entende os planos de Deus, mas acredita, adere de todo o coração ao projeto divino. E Jesus assume a sua existencia como algo amoroso e em total fidelidade ao plano do Pai. Peçamos para que esta família que hoje consagra seu lar o dom da fé, a graça de viverem a fé e com fé todos os acontecimentos de sua vida.

Pai-nosso, 10 aves-marias, Glória, Jaculatória.

Agradecimento: Infinitas graças Vos damos, soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-Vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo do vosso poderoso amparo, e, para mais Vos agradecer, Vos saudamos com uma Salve Rainha…

Missionário: Neste momento convidamos N. para consagrar sua família e seu lar ao Imaculado Coração de Maria:

Pessoa: Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu auxiliadora dos cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui vosso auxílio poderoso. Preservai esta casa de todo perigo: incêndio, inundação, raio, tempestade, ladrões, malfeitores, guerra e todas as outras calamidades que conheceis. Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Protejei esta casa e todos os seus moradores de todos os ataques do demonio. Sobretudo, concedei-nos a graça mais importante: a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-nos a fé que vós tivestes na Palavra de Deus e o amor que nutristes pelo vosso Filho Jesus e por todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz. Maria, auxílio dos cristãos, rogai por todos os que moram nesta casa e que hoje te consagramos. Amém.

Após a oração de consagração o missionário asperge a casa com a agua benta.

Missionário: Agradecimento e avisos.

Benção final: O Senhor nos abençõe, nos livre de todo mal e nos conduza à vida eterna. Amém.